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Blog do Miro

Por Altamiro Borges

O presidenciável Jair Bolsonaro adora se travestir de valentão, mas tem medo-pânico de enfrentar o debate no cara-a-cara. Como ironizou Fernando Haddad em comício em Fortaleza (CE), o fascista é ?um soldadinho de araque? que só engana seus fanáticos seguidores. Na prática, ele prefere usar os pacotes de mensagens do WhatsApp ? pagos com o Caixa-2 da cloaca empresarial ? para espalhar milhões de ?fake news?. Nesta segunda-feira (22), por exemplo, ele não participará de mais um programa de entrevistas, desta vez na TV Cultura. E olha que a emissora pública fez de tudo para garantir a sua presença, como relata Maurício Stycer:

?A TV Cultura planejava exibir um ?Roda Viva? dividido em duas partes, com uma mesma bancada de jornalistas entrevistando separadamente Jair Bolsonaro e Fernando Haddad por uma hora cada. Mas o candidato do PSL recusou o convite e apenas o petista será entrevistado, por 60 minutos, a partir das 22h30... ?A produção do programa também convidou Jair Bolsonaro para uma entrevista que seria exibida na sequência, mas o candidato não manifestou interesse em participar?, informa a TV Cultura em nota. O blog apurou que o canal chegou a oferecer a Bolsonaro a possibilidade de gravar a entrevista com ele no Rio, em sua residência, com o mesmo time de jornalistas destacados para a entrevista com Haddad no estúdio da emissora, em São Paulo?.

No final de julho, quando ainda figurava nas pesquisas atrás do ex-presidente Lula, o fascistoide esteve no Roda Viva e se mostrou totalmente despreparado e desequilibrado. Ele chegou a afirmar que ?não houve golpe? militar no Brasil. Na ocasião, o deputado federal Ônyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador-geral da sua campanha, criticou a bancada de entrevistadores, afirmando que o candidato havia sido ?submetido a um pelotão de fuzilamento ideológico, sem propósito". Agora, simplesmente o fujão nem irá ao programa Roda Viva. Entre uma e outra mensagem mentirosa e carregada de ódio nas redes sociais, Jair Bolsonaro talvez até apareça na emissora-amiga do pastor-mercenário Edir Macedo ? desde que não seja para um debate com Fernando Haddad.

Diferentemente da TV Cultura, a Record preferiu cancelar a entrevista previamente agendada com os presidenciáveis na sexta-feira (19). O fascista fujão recuou na última hora. Num comunicado desonesto, a emissora informou que ?não houve acordo para que os dois candidatos participassem?. Já o comando da campanha do petista reafirmou que ?sempre esteve à disposição? para participar do debate, criticou a covardia do ?soldadinho de araque? e questionou a decisão da Record. ?Emissoras de TV, que são concessões públicas, têm o dever, diante dos eleitores, de manter os debates programados, mesmo na ausência do candidato que foge do confronto e da verdade?. Mas o ?charlatão fundamentalista? que manda na Record não está muito preocupado com a legislação!


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/roda-viva-sem-bolsonaro-o-fascista-fujao.html

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Quem acompanha as eleições brasileiras ao longo da história ficou perplexo diante do resultado do primeiro turno. Jamais, seja nos tempos do voto em cédula de papel ou depois do advento da urna eletrônica, se vira uma reviravolta de tamanhas proporções nas últimas 72 horas.

Era forte a suspeita de que havia algo estranhíssimo por trás da avalanche conservadora, moralista e fascista que varreu principalmente os estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais, nas horas que antecederam à votação do dia 7 de outubro.

Agora a verdade veio à tona. A campanha de Bolsonaro cometeu dois tipos de crime que mancham e deslegitimam o processo eleitoral: a utilização de milhões de números de telefones celulares adquiridos no submundo mafioso, para realizar disparos em massa via WhatsApp, o que é proibido pela legislação eleitoral, além de lançar mão em larga escala do dinheiro de empresários, o caixa dois, o que também é vedado por lei, para inundar os usuários desse aplicativo de ofensas, calúnias e difamações contra Haddad e candidatos do PT e partidos de esquerda.

Percebe-se que o estrago maior se fez sentir exatamente em regiões e classes sociais nas quais historicamente a direita em geral, e seu estrato fascista em particular, sempre encontraram dificuldade de penetração: as periferias dos grandes centros urbanos do Sudeste, o maior colégio eleitoral do país. Quem tiver curiosidade dê uma olhada, por exemplo, no resultado da Baixada Fluminense.

Apesar de encontrarmos nos pleitos do país episódios de volatilidade do eleitorado, de viradas e decisões de última hora, não há termos de comparação com o ocorrido no primeiro turno de 2018.

Como pode Dilma Rousseff liderar com folga a corrida para o Senado, em Minas, desde a primeira pesquisa, e acabar derrotada? Igualmente, como explicar a não eleição de Suplicy em São Paulo, à frente de todas as sondagens por margem confortável? Como entender que Fernando Pimentel tenha sido alijado da disputa do segundo turno, quando todos os levantamos asseguravam que ele teria presença garantida? Por que o senador Lindberg Farias, que disputava a reeleição no Rio de Janeiro pau a pau com seus adversários, caiu para o quarto lugar?

E o tal do Witzel, candidato ao governo fluminense? Quem aceita o desafio de explicar racionalmente que um candidato desconhecido e inexpressivo salte de menos de 10% a uma semana das eleições para algo em torno de 40%? O milagre da multiplicação dos votos, na certa, só foi possível porque sua aproximação com o candidato nazi o tornou beneficiário das dezenas de milhões de disparos ilegais de mensagens de WhatsApp.

Mas a megafraude teve forte impacto também nas eleições proporcionais. Embora o PT tenha conseguido eleger a maior bancada, com 57 deputados, todas as pesquisas indicavam que sua votação seria bem maior. Ainda no campo da esquerda, vale citar o caso do deputado Jean Wyllys, conhecido defensor de causas libertárias e, por isso, um dos alvos preferenciais da ira reacionária. Sem mais nem menos, Jean despencou de quase 200 mil votos em 2014 para menos de 30 mil nessa eleição.

No Rio, com certeza, a bancada petista na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa seria mais numerosa. A votação na legenda, que segundo todas as avaliações pré-eleitorais, feitas inclusive por partidos adversários, apontavam para a reedição dos tempos em que o partido liderava essa modalidade de votação, caiu de forma acentuada na reta final.

Em qualquer país do planeta no qual exista poder judiciário que mereça esse nome uma eleição deformada como a atual estaria sob séria investigação e seu resultado amplamente questionado. Por aqui, o que esperar de uma justiça acuada, acovardada, desmoralizada e corrompida politicamente?


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/a-megafraude-nas-eleicoes-de-2018.html

Por Jeferson Miola, em seu blog:

O TSE deu hoje monumental demonstração da insignificância e da absoluta intranscendência deste tribunal para a democracia e para a lisura da eleição.

O que foi anunciado como entrevista coletiva daquele que deveria ser o órgão máximo da justiça eleitoral, na realidade foi um evento social de vaidades que ocupam postos oficiais.

Na farta mesa da ?entrevista coletiva?, não faltaram excelências.

Além da óbvia presença da patética presidente Rosa Weber, participaram da fanfarrice outras celebridades não-menores e não-menos repugnantes da república, como os integrantes da cleptocracia do Temer [Raul Jungmann, Sergio Etchegoyen, Grace Mendonça], os colegas da presidente do TSE [Og Fernandes, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto e Humberto Jacques]; o presidente da OAB [o ?operoso? Claudio Lamachia] e 1 delegado da PF [Elzio Vicente da Silva].

O evento foi montado com esse formato de propósito:

- primeiro, para aparentar normalidade a uma eleição contaminada pela manipulação em larga escala e financiada por empresários com recursos de caixa 2; e

- segundo, para ser uma espécie de solenidade coletiva de prevaricação, em que as autoridades reunidas simplesmente descumprem suas responsabilidades funcionais e assumem, em público, a leniência com o crime.

A pantomima foi completa. Teve de tudo, menos o essencial; ou seja, só faltaram as devidas explicações do TSE sobre as providências adotadas diante da magnífica fraude eleitoral do Bolsonaro financiada pelo poder econômico.

Ficou claro que o TSE nada fez e nada fará, porque deixará a fraude correr solta.

O judiciário está dominado pelo bolsonarismo e pela ascendência militar ? maior prova disso é o poder que o general Fernando Azevedo e Silva, o presidente de fato do STF, exerce sobre Dias Toffoli, o presidente de fachada do STF.

A intimidação militar sobre as autoridades constituídas é inocultável. Neste 21 de outubro o TSE apenas cumpriu o script de obediência ao comando militar; assumiu-se como tribunal fake news; tribunal faz-de-conta, ?para inglês ver?.

O acompanhamento da apuração da denúncia dos crimes eleitorais pela Missão da OEA, como solicitado pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, é um imperativo para se buscar o mínimo de lisura da eleição.

O TSE perdeu totalmente a credibilidade e não transmite a menor confiança, porque atua como quartel general do bolsonarismo.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/tse-e-o-quartel-general-do-bolsonarismo.html

Por João Sicsú, na revista CartaCapital:

O 13º salário foi aprovado na Câmara dos Deputados em 1962, por iniciativa do deputado federal Aarão Steinbruch, do Rio de Janeiro. Steinbruch era advogado de sindicatos e filiado ao PTB, partido que representava à época o trabalhismo.

Naquele mesmo ano, a lei do 13º também foi aprovada no Senado. Em 13 de julho de 1962, o então presidente João Goulart assinou a sua criação.

Algumas semanas antes da sua aprovação final, a manchete de capa do O Globo foi: ?Considerado desastroso para o país um 13º salário?. Segundo o periódico, ?a medida teria cunho meramente eleitoreiro?. A Fiesp também se posicionou contra.

A aprovação do 13º salário foi tensa e disputada no Congresso e na sociedade. Houve muita mobilização dos trabalhadores por meio de manifestações e movimentos grevistas.

Na Câmara, por exemplo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidiu opinar sobre o mérito da proposta, rejeitando-a. Mas nada apresentou contra a sua constitucionalidade.

Por outro lado, a Comissão de Legislação Social rebateu a CCJ: ?... a douta Comissão de Justiça entrou no mérito da proposição o que não encontra amparo no Regimento Interno da Casa? e aprovou por unanimidade o mérito da proposta.

Elói Dutra, deputado do PTB e aliado próximo do Presidente Getúlio Vargas, foi um expoente na defesa do 13º salário. Ele utilizou um argumento desprezado por empresários, mas bastante óbvio e correto: ?... ganhará muito a indústria e o comércio com a generalização da prática, pois que as classes trabalhadoras poderão adquirir uma massa bem maior de bens de consumo, o que é do maior interesse para industriais e comerciantes?.

Jessé Freire, deputado do PSD, foi um dos expoentes da oposição à aprovação da lei. Argumentava que as classes produtoras já estavam sobrecarregadas com a obrigação do salário-mínimo e com os encargos previdenciários.

Além disso, considerava que a adoção do 13º salário provocaria inflação o que, por seu turno, prejudicaria o trabalhador. Posteriormente, Freire não só apoiou o movimento golpista político-militar-empresarial de1964, ?como participou ativamente de sua fase preparatória na área empresarial? (FGV/CPDOC). Ele transitou do PSD para a ARENA nos anos 1960.

Tal como Jessé Freire, a chapa concorrente à Presidência da República, composta por novos e antigos "transformadores" de regimes democráticos, defende o fim do 13º salário.O argumento apresentado é simples, mas é errado para quem conhece o calendário e a aritmética básica.

Dizem: se o empresário e o governo arrecadam 12 meses, não podem pagar 13. Errado!

O mês salarial é configurado por 4 semanas de trabalho. Em nosso calendário, há oitomeses com quatro semanas e quatro meses com cinco semanas. Portanto, a arrecadação é feita por 52 semanas no ano. Isso equivale a 13 meses de quatro semanas de receita empresarial e arrecadação tributária ao longo do ano.

Nos Estados Unidos e em outros países onde dizem não existir o 13º salário, o trabalhador é pago semanalmente. Ou seja, recebem por 52 semanas. Isso equivale a 13 salários de quatro semanas de trabalho.

Mais: nos EUA, além de existir o pagamento sim das 52 semanas, é prática comum - embora não obrigatória - ser distribuído algum bônus em dinheiro em dezembro (é sempre inferior ao salário).

Há ainda casos em que as empresas distribuem vouchers de supermercados para transformar o abono natalino em consumo obrigatório ? o que estimula a economia. Portanto, nos EUA há mais benefícios remuneratórios ao trabalhador do que no Brasil, e não o contrário.

Uma conclusão poderia ser que não pagar o 13º no Brasil seria roubar o trabalhador que prestou serviços durante 52 semanas no ano (13 meses de quatro semanas), mas receberia somente 48 semanas (12 meses de quatro semanas).


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/a-disputa-permanente-pelo-13-salario.html

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Antes de sair para votar no próximo domingo, o eleitorado brasileiro poderia se fazer esta singela pergunta aí do título.

Pensem, por exemplo, em duas ou três coisas que ele tenha produzido em seus 28 anos como deputado federal ou nos anos em que serviu o Exército.

Não se tem notícia de nada que possa ter melhorado a vida dos brasileiros.

Qualquer cidadão brasileiro com mais de 35 anos pode ser candidato a presidente, claro, mas quando ele comunicou a seus colegas da bancada da bala que entraria em campanha, ainda no início de 2015, ninguém o levou a sério.

Parecia apenas mais uma bravata do deputado do baixo clero, que só chamava a atenção do plenário por seus discursos de ódio contra o PT e os movimentos sociais identitários (mulheres, negros, índios, gays) representados no parlamento.

Sem espaço na mídia e sem dar muita bandeira, Bolsonaro começou a montar silenciosamente uma ampla rede de apoiadores na internet, que se mobilizavam para recebê-lo em aeroportos e nas festas de formação de militares e policiais pelo Brasil afora. Criou-se o ?Mito?, o candidato fake.

Assim que começaram a ser divulgadas as primeiras pesquisas presidenciais, seu nome já aparecia em segundo lugar, com cerca de metade das intenções de voto do ex-presidente Lula, empatado com a eterna candidata Marina Silva.

Não se dava muita bola para aquele tipo excêntrico e beligerante, achando que era só fogo de palha de eleitores em busca de uma ?novidade?, um cavalo paraguaio destinado a guardar lugar para algum outro candidato de direita mais competitivo.

Mas o tempo passou, este candidato do establishment não se viabilizava, e a Justiça tratou de processar, condenar e prender Lula, até cassar definitivamente sua candidatura.

Sem Lula no páreo, o capitão reformado assumiu logo a liderança nas pesquisas, mas todos diziam que isso iria mudar assim que começasse o horário da propaganda eleitoral, em que ele só teria 8 segundos.

Estabilizado na faixa dos 20 pontos nas pesquisas, Bolsonaro jogou parado, sem apresentar qualquer projeto ou programa de governo, nem dizer o que pretendia fazer com o país caso fosse eleito, além de varrer o PT do mapa.

Aí aconteceu o episódio da facada em Juiz de Fora, o capitão passou de algoz a vítima, e dominou o noticiário político por várias semanas, enquanto o PT trocava Lula por Haddad, que logo subiria para o segundo lugar nas pesquisas.

Era tudo o que Bolsonaro precisava para não expor ao distinto público o seu absoluto despreparo para tratar de qualquer assunto de interesse nacional.

Com a velha política desmantelada pela Lava Jato, ele se apresentava como o candidato ?fora do sistema?, embora fizesse parte dele por quase três décadas, a maior parte do tempo como deputado do PP de Paulo Maluf.

Agora ninguém se lembra disso porque ele é apresentado como o santo guerreiro ?contra a corrupção?.

Seus anônimos colaboradores, um pequeno staff formado por três filhos, um advogado e um economista, chamado de ?Posto Ipiranga?, aquele que tem todas as respostas, saíram então em busca de um partido de aluguel e, depois de namorar com vários, fixou-se no nanico PSL, tão desconhecido do grande público quanto o próprio candidato.

Depois de fracassar em várias tentativas para arrumar um vice civil, o capitão foi esnobado até pela pomba gira Janaína Paschoia, que acabaria eleita deputada estadual pelo PSL, com votação recorde.

Por falta de outras alternativas, o capitão só conseguiu arrumar um general de vice, certo Hamilton Mourão, o mesmo que já nos tinha ameaçado com uma intervenção militar pouco tempo antes.

A essa altura, porém, Bolsonaro poderia falar ou fazer o que bem quisesse, porque já tinha sido adotado pelo mercado e por setores da mídia, que desistiram dos outros nomes de direita anti-PT, por absoluta inviabilidade eleitoral.

Bolsonaro tornou-se então o único nome que sobrou para evitar a volta do PT ao poder.

E assim ele surfou no antipetismo até o final do primeiro turno, já beirando os 40% nas pesquisas.

No dia da eleição, subiu como um foguete, enquanto os votos eram apurados e, por pouco, não liquidou a fatura no primeiro turno.

Só agora ficamos sabendo como se deu a multiplicação dos votos das milícias bolsonaristas que, na esteira do capitão, elegeram um monte de cacarecos reacionários até outro dia anônimos.

A grande indústria de fake news montada pela guerrilha virtual, revelada esta semana pela repórter Patrícia Campos Mello, na Folha, foi uma verdadeira operação de guerra montada por um estado maior ainda misterioso, que apareceu na reta final da campanha do primeiro turno.

De nada adianta agora denunciar a manobra à Justiça Eleitoral, porque o estrago já estava feito por crimes continuados.

É jogo jogado, como costumam dizer os que defendem a velha máxima de que os fins justificam os meios.

Quem não gostou, que vá se queixar ao bispo, desde que não seja Edir Macedo, pois este já fechou o apoio incondicional da sua igreja midiática ao capitão.

Nosso Judiciário analógico, com toda sua pompa feita de ritos e rituais, agora vai levar anos para investigar o que aconteceu nesta guerra cibernética, para dar seu veredito quando o governo eleito, provavelmente, já estiver terminando.

Depois de Jânio Quadros e Fernando Collor, é bem provável que o Brasil eleja mais um salvador da pátria amalucado, sobre quem a maioria do eleitorado pouco sabe, nem quer saber, porque o importante agora é derrotar o professor Fernando Haddad e tudo o que ele representa na luta pela emancipação do povo brasileiro.

Não por acaso, a chapa militar ganhou nesta reta final o apoio ostensivo do vetusto Estadão, em fase terminal, o mesmo jornal que apoiou Jânio, o homem da vassoura, o golpe militar de 1964 e a candidatura do ?caçador de marajás?, em 1989, para impedir a vitória de Lula ou de Brizola.

Se alguém souber o que o capitão reformado Jair Messias Bolsonaro fez na vida para ser eleito nosso presidente da República, por favor, me diga. Ou pergunte no ?Posto Ipiranga?.

Mas tem que ser logo, porque agora só faltam 8 dias para o Brasil eleger seu destino.

Vida que segue.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/o-que-bolsonaro-fez-de-util-na-sua-vida.html

Por Igor Fuser

Vejo muita gente apoiando o Haddad com certo constrangimento, sem admitir que foi enganada o tempo todo pela campanha anti-petista da mídia e pela atuação desonesta, parcial e partidária da cúpula do Judiciário, em especial o Ministério Público e o bando de pit bulls chefiados pelo Sergio Moro.

A verdade é que a tal "roubalheira do PT" nunca existiu. A mídia confundiu, de propósito, doações de campanha com propinas, para criminalizar o PT e a política no seu conjunto.

A mídia caluniou e desmoralizou a maior empresa brasileira, a Petrobrás, sem qualquer base real, movida por interesses inconfessáveis, ligados à busca da privatização dessa companhia estatal e à entrega do pré-sal ao capital externo. Os negócios com a refinaria de Pasadena foram legítimos, não houve prejuízo para o país. Na minha opinião, a Petrobrás nunca deveria ter se envolvido com essa tipo de operação no exterior, nem deveria ter colocado ações à venda na bolsa de Nova York. Ela fez o que a turma do "mercado" queria que fosse feito, e depois essa mesma turma do "mercado" se tornou o carrasco da Petrobrás. Mas não houve ilícito nessas operações.

O grande erro do PT foi ter utilizado caixa 2 em suas campanhas eleitorais, do mesmo modo que todos os demais partidos sempre fizeram, impunemente. Também a vigilância sobre funcionários (alguns deles, corruptos) na Petrobrás e sobre a atuação das empreiteiras deveria ter sido maior, como Haddad já mencionou durante a campanha. Lula deveria ter mantido as empreiteiras e os empresários em geral a uma saudável distância, sem ter maior contato com essa escória, esse lixo humano da Odebrecht, Vale, Friboi, Gerdau e cia.

Mas o PT não é nem nunca foi um partido corrupto. Os casos de enriquecimento ilícito no partido foram raros, como o do Palocci e daquele Delcídio do Mato Grosso do Sul.

Lula mora no mesmo apartamento em que sempre morou. Nem o sítio de Atibaia nem o apê do Guarujá são dele, nada, absolutamente nada foi provado quanto a isso. Com o poder que o Lula tinha, se quisesse, poderia ter se tornado um bilionário de padrão internacional, mas não mudou em nada o seu estilo de vida, nem o seu patrimônio. Genoino mora na mesma casa modesta onde sempre morou, no bairro do Butantã. Zé Dirceu foi condenado sem qualquer prova, pela teoria maluca do "domínio do fato". Nunca existiu "Mensalão", essa foi outra grande fraude midiática.

As denúncias da Lava Jato contra integrantes do PT são, quase todas, espúrias, obtidas pelo uso deformado do instrumento da delação premiada. O prisioneiro, pra se livrar, diz o que os seus inquisidores querem ouvir, e o que Moro e a gangue da Lava Jato queriam e querem ouvir é só uma coisa: aquilo que vai ferrar com o PT.

É pena ver que muita gente honesta se deixou enganar por essa grande farsa da Lava Jato. Sem essa palhaçada, não existiria o anti-petismo nessa dimensão que alcançou, e não estaríamos na iminência de ter um fascista no Planalto e um novo regime militar instalado no país.

Tem gente que tem muita dificuldade para aprender, é uma pena mesmo.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/a-nossa-ultima-semana-de-democracia.html


Por Jean Wyllys, no site Mídia Ninja:

Parte da imprensa está preferindo, sabe-se-lá a troco do quê, omitir o escândalo denunciado por Folha de São Paulo em sua edição de hoje. O jornal obteve acesso a materiais claríssimos sobre a atuação de grandes empresários para financiar de forma ilegal a estratégia de campanha da equipe de Jair Bolsonaro.

Folha teve acesso a dados que apontam para quem pagou, quem recebeu e de que forma foram entregues os chamados pacotes de mensagens distribuídas por whatsapp e perfis falsos no Facebook, boa parte delas notícias falsas.

Estima-se que os pacotes teriam custado até 12 milhões de reais cada, valor muito superior ao montante até agora declarado pela campanha de Bolsonaro, o que configura #Caixa2doBolsonaro

O assunto, claro, não é surpresa para ninguém. Nos últimos dias as redes foram inundadas de materiais absurdos. Desde boatos que associavam Haddad à pedofilia até falsas mensagens e declarações de sua vice, Manuela D?Avida. A novidade consiste na demonstração de provas cabais.

Eu, mesmo, como muitos sabem, fui um dos alvos preferidos desta quadrilha. Aproveitando-se da pré-disposição das pessoas em acreditar em calunias sobre LGBT?s orgulhosos das suas identidades, a campanha de Bolsonaro tentou me associar a um filme apócrifo sobre a Bíblia, à suposta tentativa de autorizar crianças a trocar o próprio sexo e também à pedofilia, entre outras manchetes criminosas.

Por este motivo tomei a iniciativa de protocolar junto a Procuradoria-Geral Eleitoral um pedido de instigação da matéria de Folha de São Paulo e dos seus argumentos. Se tudo for comprovado, e parece muito difícil que não o seja, a obrigação da justiça é punir todos os responsáveis e reparar os danos causados pela organização criminosa.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/caixa2dobolsonaro-e-operacao-lava-zap.html


Jair Bolsonaro fez, na tarde deste domingo (21), um dos discursos mais violentos desde o início da campanha eleitoral. Diretamente do Rio de Janeiro, o ex-capitão entrou ao vivo pelo telão na Avenida Paulista, em São Paulo, durante manifestação que ocupou quatro quadras da avenida. Antes da fala de Jair Bolsonaro, foi feito um minuto de silêncio seguido de um mantra de meditação ?Eu estou em paz, o Brasil está em paz.?

Enquanto os manifestantes fingiam um clima de paz e amor, Jair Bolsonaro gritava a plenos pulmões, em pé, no quintal de sua casa, mostrando uma saúde invejável, que poderia usar para enfrentar o debate cara a cara com seu adversário, Fernando Haddad. Mas, para isso, ele precisaria ter coragem - parece que não tem.

Aos gritos, Bolsonaro disse que pretende fazer uma ?faxina? para limpar o Brasil das pessoas que discordam dele. Berrando, ele disse: ?A faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão pra cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria?.

Em seu discurso, Jair Bolsonaro ameaçou prender Lindbergh Faria e Fernando Haddad, além de dizer que Lula iria ?apodrecer na cadeia?. O ex-capitão também aproveitou para afirmar que, no seu governo, todos os movimentos populares seriam criminalizados e citou o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, e o MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, como exemplos de movimentos que deixariam de existir. Ele disse que manifestar-se será considerado terrorismo e que isso será coibido com ?a lei no lombo?. Para Bolsonaro, se alguém for contra o que ele prega, a pessoa irá ?fazer companhia ao cachaceiro de Curitiba?, referindo-se ao ex-presidente Lula.

Bolsonaro disse que ?os petralhas irão para a ponta da praia (quis dizer um palavrão), porque ele irá cortar todas as mordomias dos integrantes do Partido dos Trabalhadores?. O que Jair Bolsonaro esqueceu de citar em sua fala são as mordomias dele mesmo, que ele defende tanto.

Um deputado federal custa para o governo R$ 179.000,00 por mês (salário + despesas + auxílios + assessores), totalizando mais de 2 milhões de reais por ano. Jair Bolsonaro foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1990, assumindo o cargo em 1991. Até o mês de outubro de 2018 ele custou ao governo R$ 59 milhões e 786 mil reais, recebendo, inclusive, um auxílio moradia de, no valor atual, R$ 4.253,00 mesmo tendo imóvel próprio. Bolsonaro custou caro aos cofres públicos, mas aprovou apenas 2 Projetos de Lei em 28 anos.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/bolsonaro-ameaca-prender-quem-discorda.html

Por Armando Coelho Neto, no Jornal GGN:

Fraude em urnas é possível? Quem seriam os sete monges acima do bem e do mal, fiel à Democracia e acima de sentimentos mortais? Nunca imaginei que quem tomou o país no golpe fosse devolver no voto. Como a luta está ai, estamos nela. Hoje, minha desconfiança aumenta com uma nota que recebi: Quem está ganhando as eleições no Brasil é um norte-americano, da extrema direita nacionalista, chamado Steve Bannon.

Bannon tem o diabólico dom de despertar o ódio latente nas pessoas, por meio do medo. Joseph Goebbels, ministro de propaganda de Adolf Hitler, teria dito que ?Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade?. Nesse sentido, a usina de mentiras produzidas por Steve Bannon vem tocando forte a precária inteligência de grande parte dos eleitores brasileiros, promovendo a ascensão do fascismo, que refloresce no mundo.

As eleições presidenciais no Brasil se afiguram uma espécie de matrioska - aquela bonequinha russa que quando aberta tem dentro outra oculta, mais outra e tantas mais quantas conseguir embutir/guardar. O golpe de 2016 derivou de uma farsa que embute várias farsas com o supremo e ?tudo?, ainda que o ?tudo? permaneça como grande incógnita até os dias de hoje. Enquanto as Forças Armadas batiam/batem continência para um presidente desqualificado em todos os sentidos, o golpe tentou se legitimar por meio do desmoralizado poder judiciário. Tão execrável que o filho do candidato BolsoCoiso disse que precisa apenas de um soldado e um cabo para fechar o STF. ?São eles contra nós?, disse o sub-Coiso.

Querem legitimar o golpe por meio das urnas vai ter eleições. Num jogo de cartas marcadas agendado lá atrás, o candidato BolsoCoiso vem liderando pesquisas, envolvido em aparente crime eleitoral que o Superior Tribunal Eleitoral não quer admitir. O mesmo TSE que defenestrou Lula com base numa alquimia/gambiarra jurídica que atropelou a legislação eleitoral, a qual garante que o candidato sub judice efetue todos os atos de campanha, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica (Lei nº 9.504/97 e alterações da Lei 12.034/2009). Achando pouco, o TSE ignorou o posicionamento da Organização das Nações Unidas sobre o tema.

Naquele julgamento, foi célebre o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que destacou não ter ?qualquer interesse ou preferência nessa vida que não seja o bem do Brasil... defesa das instituições ... da Constituição e da democracia?. No mesmo voto, o tal juiz disse ser preciso agir com ?celeridade, transparência e colegiadamente?... (lindo!) Avançando, asseverou: ?Não há qualquer razão para o Tribunal Superior Eleitoral contribuir para a indefinição e para a insegurança jurídica e política? (mais lindo ainda). Além disso, fez apologia a fatos notórios - os quais dispensam provas.

Em que pese tal posicionamento endossado pelo STE, volto ao tema central dessa fala de hoje: Steve Bannon está prestes a ganhar as eleições no Brasil. Mas, os fatos público e notórios, encontráveis nos WhatsApp, FaceBook, Google que todos tiveram aceso, inclusive (por presunção) os próprios ministros do TSE/STF precisam de provas. Só pra lembrar notícia de jornal não é prova, embora tenha sido usada pra condenar Lula. No caso não é mera notícia: são fatos encontráveis em áudios, vídeos, imagens, etc.

Em 2016, a campanha de Donald Trump foi acusada de manipular a opinião pública dos EUA por meio de fake news. Dados pessoais foram coletados via métodos espúrios pela empresa Cambridge Analytica. Christopher Wylie*, ex-engenheiro da empresa, denunciou tudo para o jornal britânico The Guardian. Dados de 50 milhões de usuários foram surrupiados para criar perfis comportamentais e psicológicos de usuários, de forma a saber quais tipos de mensagens eles estariam suscetíveis, como chegar até eles e o que seria necessário para mudar a forma delas pensarem. Leia-se, uma manipulação diabólica.

A imprensa veiculou uma confissão de Mark Turnbull, Diretor de Operações da Cambridge Analytica: ?Nós usamos nos Estados Unidos, usamos na África... Já fizemos no México, na Malásia. E agora estamos indo para o Brasil?. Ao que tudo indica, de posse de dados e utilizando algoritmos, a empresa conseguiu traçar perfis psicológicos e pode ter alcançado mentes desprotegidas no Brasil. Aliás, o filho do BolsoCoiso publicou numa rede social, uma foto com Steve Bannon, e escreveu: "Tivemos uma excelente conversa e compartilhamos da mesma visão de mundo. Sr. Bannon afirmou ser um entusiasta da campanha e certamente estamos em contato para somar forças?. Sobre o assunto, a revista época deu chamada confirmando que o marqueteiro de Trump iria ajudar o Coiso.

Interessante essa mesma visão de mundo entre o filho do Coiso e Bannon (é de extrema direita nacionalista, teve/tinha um site cheio de ideias machistas e que sugerem homofobia e xenofobia). Bannon trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump e sua empresa, via fakenews, ajudou também a vitória do referendo do Brexit na Inglaterra. É considerado o ser mais perigoso da política americana. Bela aliança!

A diabólica engenharia manipuladora de corações e mentes foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo, na edição de 18/10/18, ao mostrar que empresários teriam bancado a compra de distribuição de mensagens contra o PT por Whatsapp. Noutras palavras, um pacote de disparos em massa de mensagens seria disparado antes do segundo turno. Como não existe capitalismo samaritano e Steve Bannon não se apresenta como voluntario de nada, é de se supor que a verba a isso destinada deva constar na prestação de contas junto ao STE. Afinal, até Sejumoro disse que Caixa 2 é fato grave, a menos que não queira mais ?manter isso? e esse assunto ?não venha mais ao caso?.

Nesse sentido, retomo o voto de Barroso na parte onde ele disse: ?Não há qualquer razão para o Tribunal Superior Eleitoral contribuir para a indefinição e ... insegurança jurídica e política... Em respeito à soberania popular, ao regime democrático, à moralidade para o exercício do mandato eletivo e à própria segurança jurídica, é preciso definir, com a maior brevidade possível, quais candidatos preenchem os requisitos constitucionais e legais para que possam legitimamente disputar as eleições?. Barroso, para negar a candidatura de Lula, disse temer ?uma situação consumada, de difícil ou traumática reversão?, ou seja caso Lula fosse eleito. E se o Coiso for eleito e restar provado o Caixa 2, não seria um caso de ?difícil e traumática reversão??


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/quem-pode-ganhar-as-eleicoes-e-steve.html

Por Luís Felipe Miguel, no blog Diário do Centro do Mundo:

Tem gente, mesmo na esquerda, que acredita que o banqueiro Amoêdo representa algo como uma direita extremada, mas democrática. Deve ser porque, ao contrário do outro, ele tem cara de quem toma banho todos os dias e sabe pronunciar palavras de quatro sílabas.

Hoje, ele assina artigo na Folha defendendo o voto no Coiso ? sem ter coragem de citá-lo pelo nome, falando só em ?votar contra o PT?. O grosso do texto é a repetição das simplificações típicas do Novo (sic) sobre o Estado mau e o mercado salvador. Aliás, o mercado é a fake news ?signature? do Novo (sic).

O que, no Coiso, geraria repulsa em Amoêdo? As fake news? Não para quem tem um discurso todo baseado em mistificações grosseiras. O caixa 2? Não, já que no universo mental do ultraliberalismo o abuso indiscriminado do poder econômico é a essência da liberdade de expressão. A tortura? Não, já que ele sabe (e a experiência histórica mostra) que um projeto tão regressivo quanto o dele só triunfa com brutal repressão contra a oposição política.

Coiso e Novo (sic): tudo a ver. O neofascismo que saiu às ruas nessa eleição é a encarnação do momento do neoliberalismo extremado voltado a destruir direitos e levar a exploração ao zênite.

* Luís Felipe Miguel é professor da UnB, coordenador do Demodê ? Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades. Criou a primeira disciplina sobre o golpe de 2016.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/amoedo-e-um-bolsonaro-de-banho-tomado.html

Charge: Marian Kamensky/Áustria
Por Altamiro Borges

É impressionante a postura acrítica, quase complacente, da mídia nativa diante do risco Bolsonaro. Para se opor às esquerdas, ao PT e às suas bandeiras ? como justiça social, soberania nacional e desenvolvimento ?, a chamada grande imprensa tenta naturalizar um fascistoide que lançará o país no caos econômico e na treva política. No mundo inteiro, os veículos de comunicação têm destacado o grave perigo, confirmando que o Brasil pode virar um pária internacional, com maiores dificuldades nas suas relações diplomáticas e comerciais. Nas últimas semanas, o temor foi motivo de várias reportagens e capas de jornais e revistas. Vale conferir algumas delas:


Estados Unidos

- The New York Times: ?Brasil flerta com um retorno aos dias sombrios?;

- Financial Times: ?O ?trágico destino? brasileiro de uma rebelião antidemocrática surge novamente?;

- Huffington Post: ?Jair Bolsonaro e o violento caos das eleições presidenciais no Brasil?;

- Revista Time: ?Jair Bolsonaro ama Trump, odeia gays e admira autocratas. Ele pode ser o próximo presidente do Brasil?;

Alemanha

- Deutsche Welle: ?Analistas alemães veem democracia no Brasil em risco?;

- Zeit: ?Um fascista se apresentando como homem honesto?;

Reino Unido

- The Economist (capa): ?A mais nova ameaça na América Latina?;

- The Economist: ?O perigo representado por Jair Bolsonaro?;

- The Times: ?Jair Bolsonaro, populista ?perigoso? promete tornar o Brasil seguro?;

- The Guardian: ?Trump dos trópicos: o perigoso candidato que lidera a corrida presidencial do Brasil?;

Austrália

- The Australian: ?Conheça o candidato que é um risco à democracia?;

- The Sydney Sunday Herald: ?Por que alguns no Brasil estão se virando para um explosivo candidato de extrema-direita para presidente??;

Portugal

- O Público: ?Bolsonaro, o jagunço à porta do Planalto?;

- Diário de Notícias: ?Jair Bolsonaro é perigo real no Brasil e segue passos de Adolf Hitler?;

França

- Le Figaro: ?Brasil nas garras da tentação autoritária?;

- Liberation: ?No Brasil, um ex-soldado para liquidar a democracia?;

- Le Monde: ?Trump tropical, homofóbico e machista?;

Espanha

- El País: ?Bolsonaro é um Pinochet institucional para o Brasil?;

- El Mundo: Líder polêmico. Bolsonaro: o candidato racista, homofóbico e machista do Brasil?;

Itália

- Corriende della Sierra: ?Um pesadelo chamado Bolsonaro?;

- La Republica: ?Bolsonaro, líder xenófobo e antigay que dá o assalto à Presidência do Brasil?;

Suíça

- Neuen Zürcher Zeitung: ?O faxineiro racista do Brasil?;

Chile

- El Mercurio: ?Bolsonaro assusta com soluções simplistas e autoritárias?;

Argentina

- La Nacion: ?Linha dura e messianismo: Bolsonaro, o candidato mais temido, se lança para a presidência?;

- El Clarín: ?Jair Bolsonaro: militarista, xenófobo e favorito para a eleição brasileira?.

Já no Brasil... 

Já no Brasil, a mídia ainda discute se Jair Bolsonaro é de extrema-direita. É patético e poderá cobrar um alto preço no futuro próximo. Até a ombudsman da Folha criticou a cumplicidade do jornal em que trabalha. Paula Cesarino Costa questionou com razão:

*****

A Folha vem recebendo cobranças de parcela de eleitores que avalia que o jornal está evitando dar nomes aos bois ou, mais exatamente, qualificar o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, como de extrema direita. No início de outubro, dois meses após a campanha estar oficialmente nas ruas, a Secretaria de Redação da Folha distribuiu comunicado interno em que afirma não haver, na atual disputa eleitoral brasileira, nenhuma candidatura que se enquadre na categoria de ?extrema direita? ou ?extrema esquerda?.

Os principais jornais do mundo, de inegável qualidade, usam variações do conceito de extrema direita (far right, ultraderecha, extrême droite) para definir a candidatura de Bolsonaro. São eles: The Economist, Financial Times, The Guardian, El País, The New York Times, The Washington Post, Le Monde, Clarín e La Nacion, entre outros... A candidatura do PSL representa corrente política militarista com demonstrações explícitas de defesa da violação dos direitos humanos, de questionamento dos direitos das minorias, que nega a ditadura militar e a ocorrência comprovada de torturas e que mantém reiterados flertes à quebra da normalidade democrática.

Esses pontos factuais somados parecem mais do que suficientes para definir uma candidatura como sendo de extrema direita, aquela que opta por estratégia extrema, além do eixo construído no consenso democrático por direita e esquerda. Órgãos de imprensa do mundo todo - dos economicamente liberais de direita aos abertamente progressistas de esquerda - concordaram com essa apreciação. A meu ver, a Folha e os principais órgãos da imprensa brasileira se equivocam em não fazê-lo e não parecem preocupados com a dimensão histórica desse entendimento?.


*****

Daria para acrescentar que ?os principais órgãos da imprensa brasileira? podem se arrepender, mais cedo do que tarde, dessa postura covarde e complacente! O fascismo não tolera a liberdade de expressão!


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/a-midia-internacional-e-o-risco.html

A marca do zapgate - 22Out2018 01:09:00
Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

?Segue o baile?, deve dizer hoje a presidente do TSE, Rosa Weber.

Apesar da repercussão e da cobrança da sociedade, não haverá anulação do primeiro turno, viciado pelo bombardeio de fakenews, como pediu o PDT, nem a candidatura de Bolsonaro será impugnada, como quer o PT.

Não se conclui um processo de impugnação em uma semana mas, considerada a gravidade dos fatos, o TSE não pode ficar na mera abertura da investigação.

Precisa dar hoje algum sinal de que, nesta última semana de campanha, não haverá aquele tipo de assédio aos eleitores, financiado e executado de forma ilegal.

Esta semana as pesquisas dirão se Bolsonaro perdeu votos com o zapgate ou se fatos tão graves foram também naturalizados por este eleitor que não se incomoda nem com o risco de uma nova ditadura.

A vitória dele continua altamente provável mas agora terá o estigma da manipulação.

Seu eventual governo, que já inspirava receios, por conta de seu despreparo, e pavor, por conta de seu autoritarismo, estará desde o início, como o de Dilma, sob a lâmina de uma guilhotina.

A ação semelhante do PSDB contra Dilma e Temer só foi julgada quase três anos depois.

Como ela já havia sido derrubada, o TSE resolveu poupar Temer, em nome da estabilidade.

Com Bolsonaro no cargo, o establishment pode usar a ação para tentar domá-lo e, se a situação exigir, para defenestrá-lo.

Mas ele não é Dilma nem é do PT, que se submeteram ao rito constitucional, mesmo gritando golpe.

O que faria Bolsonaro diante de eventual cassação, sendo quem é e tendo os militares do seu lado? Nem é bom pensar.

Um pouco do que houve

Para bem avaliar o impacto da tempestade de fake news via whatsapp no primeiro turno, vale à pena revisitar, com olhos de agora, aqueles dias finais em que o quadro começou estranhamente a mudar.

Tudo começa no sábado, 29 de setembro, quando as mulheres vão às ruas gritar #Elenão.

As manifestações deviam impulsionar Fernando Haddad, que vinha numa onda de crescimento.

De fato, na segunda-feira, primeiro de outubro, o Datafolha mostrou-o isolado em segundo lugar, após ter crescido seis pontos percentuais numa semana, reduzindo a diferença em relação a Bolsonaro: 28% a 22%.

Ninguém entendeu quando, na quarta-feira, o Datafolha registrou um crescimento inédito de Bolsonaro que, furando a barreira dos 30%, chegara aos 32%.

Haddad havia oscilado de 22% para 21%. O #Elenão foi criticado e a tensão subiu na campanha petista.

Bolsonaro passou de 21% para 27% entre as mulheres e de 44% para 51% entre os que ganham cinco e 10 salários-mínimos. O petista viu sua rejeição subir de 32% para 41%, enquanto a do adversário oscilava de 46% para 45%.

Hoje se sabe que, na segunda-feira, como resposta ao #Elenão e ao crescimento de Haddad, começou o bombardeio.

A primeira rajada alcançou principalmente mulheres e evangélicos, com mensagens falsas contra a própria manifestação de sábado: fotos de mulheres com seios de fora ou se beijando e cartazes pregando o aborto e muitas peças sobre o kit gay.

É desta safra a fakenews em que Manuela D?Ávila veste camiseta preta em que se lê ?Jesus é travesti?.

Provou-se depois que a inscrição original era ?Rebele-se?.

Falou-se em mulheres defecando na rua, o que fez Eduardo Bolsonaro dizer que ?as mulheres da direita são mais bonitas e higiênicas que as da esquerda?.

Estava criada a onda conservadora.

Bolsonaro ganhou o apoio de Edir Macedo, da Igreja Universal e da TV Record, e de pastores de todos os ramos evangélicos.

Em seguida houve o reforço do antipetismo, com mensagens sobre corrupção, responsabilidade pela crise, a prisão de Lula, que iria mandar de fato no governo de seu ?poste?, o risco de venezuelização, denúncias sobre bilhões de dólares que o PT, via BNDES, teria doado a países comunistas, como Cuba, Angola e outros.

Na sexta-feira, antevéspera do pleito, o resultado. Bolsonaro chegava a 39% contra 25% de Haddad.

No domingo, ao votar, ele previu que liquidaria a fatura naquele dia. Quase deu.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/a-marca-do-zapgate.html


Um fascismo do século XXI - 21Out2018 14:53:00
Por Juarez Guimarães, no site Carta Maior:

Em seu ensaio ?As novas faces do fascismo ( e novos fascismo sem rostos) na época ?pós-fascista?, o pesquisador inglês Roger Griffin, no livro no qual dialoga com dezenas de estudiosos de vários países, usa a expressão ?mentalidade Linha Maginot? para chamar a atenção sobre os pontos cegos nas teorias contemporâneas em sua incapacidade de identificar e compreender as novas ameaças do fascismo neste século XXI. A Linha Maginot, como se sabe, foi um conjunto de fortificações tidas como inexpugnáveis construídas pela França após a Primeira Guerra Mundial na fronteira com a Alemanha mas que foram rapidamente desbaratadas pela nova máquina de guerra de Hitler.

Roger Griffin, autor de ?The nature of Fascism? (1991), ?Fascism? ( Oxford, 1995), ?International Fascism (1998), ?Fascism: Critical concepts in Political Science (cinco volumes, Routledge,2004), ?Modernism and fascism: The sense of beginning under Mussolini and Hitler? (2007) e o impressionante volume ?Fascism past and present, West and East ? An international debate on concepts and cases in the comparative study of the extreme right? ( 2014), hoje com 70 anos, tem estado no centro dos debates internacionais sobre o tema nos últimos 25 anos. É preciso dialogar com suas reflexões para entender o que, como um pesadelo, se passa hoje no Brasil.

Aqui, só é possível apenas elencar algumas dimensões centrais de seu alerta. O ?motor do fascismo?, diz ele em uma entrevista, ?queima no combustível dos homens comuns?. E reitera que ?de modo muito diverso de desvanecer-se na insignificância no pós-guerra, o fascismo tem demonstrado uma vigorosa capacidade darwiniana para uma mutação criativa?. Os EUA pós-Kennedy e a URSS pós-Gorbatchev seriam celeiros de novos experimentos e forças fascistas. Ele cresce em sociedades que apartam e isolam os indivíduos da simpatia mútua e do compartilhamento dos bens de civilização.

O trabalho de Roger Griffin é, sobretudo, de ordem conceitual. E, através de uma nova inteligência obtida pelo trabalho do conceito, consegue enxergar o que teorias fechadas e apaziguadas em sua normalidade não vêem.

O seu grande mérito é entender o fascismo como uma tradição política, assim como o liberalismo e o socialismo, e não como um evento extraordinário congelado no trauma de um horror. Busca, então, por décadas, o conceito de uma ?fascismo genérico?, um núcleo permanente na variação histórica e contingencial, que permita historicizar, operar com estudos comparativos e análises empíricas.

O centro de sua definição de fascismo é o de uma ideologia de construção de poder que, em meio a uma sociedade em crise, mobiliza todas as energias para operar um renascimento que envolve uma regeneração (palingênese) tanto da cultura política, quanto da cultura social e ética que a sustenta. Um ideal de purgação, limpeza, recomeço e redenção legitimaria o uso da violência para extrair do organismo unitário, nacional e/ou racial, que se almeja construir, as partes não sadias. Auschwitz, símbolo maior do extermínio de seis milhões de judeus pelo nazismo, seria o ?ânus da Europa? na linguagem hitleriana documentada. A partir deste núcleo conceitual, Griffin opera com cinco alavancas para criar um novo campo de estudos.

O primeiro seria o de entender o fenômeno do nazismo, como o caso historicamente mais singular e espetacular,da tradição do fascismo, uma espécie de um gênero, crescida na época do entre-guerras, em uma situação histórica de profundo sentimento de crise da Modernidade. Griffin quer aprender da experiência do nazismo lições universalizantes e atuais, não circunscrever o seu estudo em um caso historicamente datado , um ?tronco morto?, uma ferida cicatrizada na memória.

O segundo seria o modo crítico de seu diálogo com as teorias dominantes no marxismo sobre o fascismo. De um lado, ele recusa entender o fascismo como um fenômeno meramente negativo e conservador diante das forças do progresso histórico ou ainda circunscritas a uma mera expressão de interesses econômicos dominantes. Para Griffin, o fascismo é modernista, inscreve-se na Modernidade, propõe um caminho alternativo para ela, compondo imagens de restauração com a proposta central de um novo futuro a partir de um recomeço. Ele é, pois, em seus próprios termos, revolucionário, mobiliza energias para uma nova utopia, faz convergir, com foco em setores classistas dominantes e setores médios que se sentem ameaçados, interesses muito diferentes.

Em terceiro lugar, ele recusa opor binariamente as dimensões nacionalistas e racionalistas do fascismo. O ?nacionalismo? fascista pode se expressar de diferentes formas, inclusive em uma expressão pan-européia contra os imigrantes. Assim também o racialismo, que pode bem se adaptar em diferentes contextos neo-colonaiis ou coloniais. É um limite importante ainda dos trabalhos de Griffin uma parca reflexão sobre os novos fascismos para além dos países capitalistas centrais.

Em quarto lugar, ele busca entender o fascismo como promotor de uma ?religião política?, laica mas não necessariamente em oposição a fundamentalismos religiosos. O crescimento do fascismo nos EUA, por exemplo,alimenta-se e cruza ideais da supremacia branca com fundamentalismos neopetencostais. O importante seria este caráter compreensivo: a higienização do estado, da sociedade,da família vinculam-se a um mesmo projeto orgânico.

Em quinto lugar, este trabalho conceitual permite identificar as novas formas do fascismo no pós-guerra e, ao mesmo tempo, a miríade de formas sincréticas dos fascismos contemporâneos, desde as estritas ao campo da disputa de valores até a adoção de táticas terroristas, de punks até a Front National de Le Pen, dos nacionalismos toscos até a Nova Direita européia (ENR).

Fascismo e neoliberalismo

Em um ensaio recente, apresentado no Congresso Nacional de Comunicação do PT, havíamos chamado a atenção sobre a diferença de identidade entre neoliberalismo e fascismo, assim como sobre as suas zonas de convergência e possibilidades de encontros em uma dinâmica, ao mesmo tempo, anti-democrática, anti-republicana e anti-socialista. Se o neoliberalismo propõe-se neutralizar a esquerda, em um sentido amplo, através do estreitamento e corrosão da democracia, o fascismo proporia eliminá-la por meio da violência. A ditadura Pinochet foi , de fato, o primeiro experimento neoliberal.

Mais do que isto, o neoliberalismo, em sua terceira geração, cria a ambiência para o fascismo: legitimando o discurso do ódio como parte da ?liberdade de expressão?, aprofundando dinâmicas de apartação social que reclamam a execração dos que são alvo da fúria neoliberal, radicalizando as dinâmicas políticas de interdição das esquerdas e social-democratas. Uma ecologia da catástrofe: a desertificação da democracia abriria o caminho para o furacão neoliberal.

Mais recentemente, em uma antológica exposição em um seminário internacional organizado por Celso Amorim, em mesa com Noam Chomsky, Marilena Chauí deu um passo decisivo para vincar estruturalmente neoliberalismo e fascismo, a partir do campo conceitual de sua própria tradição, originada nas reflexões de Claude Lefort. Nestes termos, o neoliberalismo desinstitui a democracia ( visa eliminar o conflito na base da república e quer eliminar o regime e a dinâmica dos direitos da democracia) e, ao fazer isto, ao pretender reorganizar todas as instituições públicas em uma dinâmica empresarial e mercantil, cria o campo para o florescimento do fascismo. O programa contra esta dinâmica fascitizante seria exatamente o de reinstituir a democracia, (re) fundamentá-la em seus contratos, retornar a ordem dos conflitos à política pluralista, atualizar uma agenda de direitos.

O campo conceitual proposto por Marilena Chauí incorpora e ressignifica , portanto, toda a bibliografia internacional recente sobre a desconstrução neoliberal da democracia, dos franceses aos anglo-saxões. E dialoga certamente com a teoria sobre o fascismo de Griffin, na medida em que este em sua nova historicização deste fenômeno, entende o entre-guerras como o período de sua gênese histórica, o pós-guerra como um período de mutação e sobrevivência do fascismo, minoritário diante das dinâmicas keynesianas e do liberalismo social, o período contemporâneo de apartação e aumento das desigualdades como propício à retomada de sua audiência social.

Havíamos proposto em 2015 o conceito mais geral de contra-revolução neoliberal para designar o sentido e o programa do movimento histórico que operou o impedimento inconstitucional do mandato da presidenta Dilma Roussef. Não se tratava apenas de destruir um governo mas de desconstruir o próprio pacto republicano contido na Constituição de 1988. Este programa da contra-revolução neoliberal ganha agora na candidatura de Bolsonaro uma nova radicalização, envolvido em um programa de revolução ? ouçamos Griffin ? fascista! Bolsonaro está propondo ir além, em um horizonte fascista, dos limites do governo Temer e da ?traição? do PSDB. É contra isto que estamos agora lutando neste segundo turno dramático ? a esperança desesperada ? das eleições presidenciais de 2018.

Um horizonte fascista

Como já nos alertou Dostoievsky, que a consciência do crime é o sinal de humanidade por parte de quem o cometeu, a coluna da ombudsman da Folha de S. Paulo, neste dia 14 de outubro, pergunta-se ? o que é ser de extrema-direita?. Após se referir textualmente às orientações da chefia de redação do jornal, que orientou no sentido de não se referir à nenhuma candidatura como de extrema-direita nestas eleições realizadas no Brasil, ela estranhava que nas publicações mais importantes do mundo ? The Economist, Financial Times, The Guardian, El País, The New York Times, The Washingotn Post, Le Monde, Clarin e La Nación, entre outras ? Bolsonaro era claramente indicado como de extrema-direita mas esta caracterização não aparecia em nenhuma publicação da mídia empresarial brasileira. E, ao final, se colocava criticamente ao posicionamento do jornal.

Na verdade, para fazer justiça, a Folha de S. Paulo não apenas vetou a indicação de Bolsonaro como de extrema-direita mas um de seus colunistas mais importantes, Pablo Ortellado, em artigo no dia 25 de setembro, disse exatamente o contrário em um ensaio ?Não é o que parece?. Bolsonaro não seria um fascista por não ser nacionalista mas um ?soldado das guerras culturais?! Então, votar no capitão não parece tão mal assim... Para quem acompanha o Uol, é evidente que a Folha de S. Paulo faz como o PSDB: não suja as mãos mas, de fato, faz campanha pró-Bolsonaro.

A ideia sempre repetida de que Bolsonaro não é uma ameaça à democracia é funcional à sua campanha: não teria sentido, assim, uma frente democrática para impedir a sua eleição.

Foi, na verdade, o professor de filosofia da UFMG, Newton Bignotto, quem já em 2016, em ensaio na revista Cult intitulado ? O fascismo no horizonte? chamou a atenção, prudencialmente e de forma equilibrada, como um mestre maquiaveliano, citando Griffin, para a ameaça crescente . Identificado como um fenômeno típico das classes médias, temerosa de perder os seus privilégios sociais na hierarquia social, o cultivo de valores fascistas era identificado antes mesmo do surgimento ascendente de Bolsonaro.

Como fenômeno tipicamente veloz, o horizonte fascista ganhou agora ares de sombria atualidade. Olhar nos seus olhos , identificar o fenômeno fascista, é fundamental para fazer frente à sua fatal sedução.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/um-fascismo-do-seculo-xxi.html

Por Renato Rovai, em seu blog:

Ontem publiquei uma nota sobre o ambiente tenso na redação da Globo, que silenciou a respeito da mais completa denúncia de manipulação e corrupção desta campanha eleitoral até o início da noite. O post teve grande repercussão e hoje recebi, a partir de um jornalista, um relato sobre o clima atual da emissora. Leia o relato abaixo:

As redações do site e do jornalismo no Rio, Brasília e São Paulo estão assustadas.

Tudo o que é notícia sendo alvo de reuniões permanentes da cúpula.


Somente a pressão durante o dia de ontem pelas redes fez o JN fazer um arrumado para dar a denúncia do WhatsApp. Mas obviamente o jeitinho não contemplou a dimensão do fato. Há grande incômodo interno. Editor veterano de longos anos prestados diz que ontem foi histórico no programa. 

Mais uma versão do debate de 89, da cobertura do fim do primeiro turno de 98, da bolinha de papel, de ignorar inicialmente os 400 kg de coca do helicóptero?

Mais, a certeza é de que a influência do programa e da emissora é cada vez menor.

Outros jornalistas que quiserem mandar relatos, garanto o sigilo da fonte e que a mensagem será imediatamente deletada.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/o-clima-de-tensao-na-redacao-da-tv-globo.html

A conexão Bolsonaro-Pinochet - 21Out2018 14:41:00
Por Grazielle David, no jornal Brasil de Fato:

Um argumento que está sendo bastante utilizado para alegar que Bolsonaro não representa um risco à democracia é que não há como classificá-lo como autoritário, dado que seu programa de governo defende uma proposta de economia neoliberal, formulada por Paulo Guedes. Entretanto, a história de países pós globalização nos anos de 1960, e especialmente após a crise econômica global de 2008, revela uma escalada tanto da adoção da austeridade econômica quanto do autoritarismo político de extrema direita.

A pauta central do neoliberalismo econômico é a desregulação, deixar o mercado completamente livre do Estado. Entretanto, o nome deveria ser re-regulamentação, uma vez que a regulamentação continua existindo, mas no sentido inverso. Isso é, no neoliberalismo o mercado passa a regular o Estado, retirando a política econômica do controle dos representantes eleitos democraticamente e, consequentemente, da própria sociedade. Um exemplo clássico observado em diversos países é o das pautas econômicas sendo superiores às sociais, como a adoção de limites orçamentários às despesas públicas, que no Brasil se concretizou com a Emenda Constitucional 95, conhecida como ?teto dos gastos? sociais e de investimento.

Porém, a questão é ainda mais ampla, já que o neoliberalismo requer não só uma re-regulação econômica, mas também social e política.

O programa de governo de Bolsonaro afirma que irá ?zerar o déficit fiscal em um ano? e que irá simultaneamente ?reduzir a carga tributária?. A política fiscal nesse aspecto é matemática, se pretendem reduzir o déficit fiscal em tão curto tempo associado a redução da carga tributária, necessariamente serão realizarão cortes orçamentários ainda mais severos nas políticas públicas e nos investimentos. O que também consta no programa.

Para isso, aprofundarão as políticas de Temer ao reduzirem ainda mais o financiamento para os serviços públicos, como saúde, educação, ciência e tecnologia e meio ambiente. Ainda, desconsiderando o fato de que o Brasil já está no seu menor nível de investimentos nos últimos 50 anos, manterão o teto dos gatos. Por fim, levarão adiante a proposta de capitalização da previdência, fazendo com que ela deixe de ser um direito. Essa é a parte de re-regulação social do neoliberalismo, com redução de direitos via restrição orçamentária e legal.

O custo social e o atraso para o país que essas propostas representam ocasionarão convulsão social, com consequente necessidade de repressão agressiva. É aqui que entra a re-regulação política, com o autoritarismo sendo essencial para o controle das pessoas revoltadas com as medidas adotadas que lhes retira direitos e piora a vida. Nesse sentido, Bolsonaro já afirmou, um dia após o 1º turno, que irá acabar com toda forma de ativismo. A via mais fácil para isso: enquadrar movimentos sociais e ONGs na lei antiterrorismo, para os perseguir.

Revolta, repressão, mortes, instauração do medo, ampliação da pobreza e das desigualdades, redução de direitos; todos resultados não apenas possíveis como reais em países onde essa combinação proposta já foi adotada. O exemplo mais clássico é do Chile que, sob a ditadura de Pinochet nos anos de 1970 e 1980, constitucionalizou o neoliberalismo, com direitos reduzidos e protestos contidos com assassinatos.

Ainda hoje o povo chileno vivencia as consequências sociais do período autoritário, com mais de 3.200 mortos e 38 mil presos e torturados, são mais de 100 mil pessoas familiares de vítimas; saúde e educação sem ser direito a ser ofertado pelo Estado; direitos trabalhistas flexibilizados, com 70% dos novos postos de trabalho terceirizados e com salário abaixo do mínimo; previdência capitalizada, de baixo acesso e valores pagos inferiores ao salário mínimo, colocando muitos idosos em situação de rua.

Outro exemplo é do Peru, sob a era de Fujimori na década de 1990, que igualmente promoveu uma economia neoliberal associada ao autoritarismo político, com ampla perseguição de opositores, além da ampliação da corrupção.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/a-conexao-bolsonaro-pinochet.html

Do site Brasil Debate:

Um servidor público deve pensar duas vezes antes de votar em Jair Bolsonaro. O candidato à Presidência pelo PSL, em meio a tantas declarações polêmicas, já defendeu a exoneração em massa de funcionários públicos. Em entrevista para o The New York Times no começo dos anos 1990, dizia que admirava o governo de Alberto Fujimori, declarando que ?a Fujimorização é a saída para o Brasil?.

Referia-se à demissão de 400 mil funcionários públicos e outras políticas do governo peruano que promoveu o chamado ?autogolpe?, quando dissolveu o Congresso e enquadrou o Poder Judiciário, o Ministério Público em colaboração com as Forças Armadas.


Recentemente, o candidato fez referência a colocar um?ponto final em todo ativismo no Brasil? e ainda disse que a questão ideológica é tão ou mais grave que a corrupção, o que pode sinalizar para perseguições políticas de servidores públicos e exonerações.Essa perseguição política pode não afetar diretamente a todos, mas certamente vai contaminar o ambiente de trabalho dos servidores.

Além disso, nesse segundo turno já afirmou que o funcionalismo público é o grande problema da Previdência e propôs ?acabar com as incorporações (gratificações entre outros)? .

Os ataques ao funcionalismo público não param por aí. As privatizações dos serviços públicos, das universidades e das empresas estatais são centrais no seu projeto econômico, defendido pelo economista ultraliberal Paulo Guedes, e acarretaria enormes perdas de direito trabalhista entre os servidores públicos e do atendimento à população como um todo.

As tentativas do candidato de amenizar o discurso não apagam o histórico de afirmações que devem pelo menos, acender um sinal de alerta.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/servidor-publico-e-o-voto-em-bolsonaro.html

O fascismo é fascinante? - 21Out2018 14:26:00
Por Michel Zaidan Filho, no site da Fundação Maurício Grabois:

Esta seleta audiência me faz essa pergunta: ?O fascismo é fascinante??

Imediatamente sou conduzido a um estimulante ensaio do filósofo alemão Walter Benjamin, assassinado pelo Nazismo, A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica, onde opõe a politização da arte à estetização da política, num momento em que as tecnologias da informação estavam sendo postas à serviço da destruição.

0 fascismo pode ser analisado ora como categoria estética, ora como categoria econômica, ora como categoria ético-psicológica ou como categoria política.

Como categoria estética, o fascismo prega o fim da separação entre a vida e a arte, provocando uma espécie de ?dessublimação repressiva? dos objetos da cultura e glamorizando o cotidiano, as coisas comuns. É uma estratégia a serviço da mercadoria ? ela própria o resultado de um processo de fetichização das relações sociais. Estratégia comum da sociedade de consumo: estetizar os objetos, dotando-os de uma aura de santidade ou de erotismo. No campo da arte, essa tendência leva à PopArte, ao putchismo, à desrealização da arte. Como dizia o dramaturgo Bertold Brecht: transformar o familiar em estranho, e o estranho em familiar. É o efeito da estética do choque, bem representada pela cinema.

Como categoria econômica, o fascismo é a superestrutura política do capitalismo tardio ou dos países que tardiamente se unificaram através de uma? revolução passiva? (GRAMSCI), através de um compromisso das elites, pelo alto, deixando intocadas as relações sociais no campo. Apesar da fachada de pardieiro política do Estado fascista, o seu objetivo é usar o terror de Estado para completar a transformação capitalista da economia, tornando-a plenamente capitalista- capitalista monopolista de Estado (Alemanha, Itália, Japão). Politicamente regressiva; economicamente progressista.

Já como categoria ética-psicológica, o fascismo é representando pelo ?caráter anal retensivo?, na tipologia do psicanalista Erich Fromm. Modelo de personalidade autoritária, produzida por uma economia libidinal repressiva, baseada na organização da família heterossexual e monogâmica, avessa à sexualidade polimorfa. Modelo de organização libidinal na sexualidade genital e destinada a produção de mão-de-obra para o mercado. 0 corpo fascista é o corpo desserotizado, transformado em máquina de produção, com uma especialização genital da sexualidade. Modelo adequado à sociedade-do-trabalho, mesmo em suas versões tardias e autoritárias. Há que ser lembrada a famosa ética puritana do trabalho[MZ1] .

Finalmente, como categoria política, o fascismo é mais amplo, porque necessariamente não precisa estar a serviço do capital monopolista. A principal característica do fascismo político é a estética da violência, da estetização da guerra, da destruição. A pirotecnia dos canhões, das bombas, a carnificina da guerra de trincheira, a rastro de destruição dos tanques de guerra, tudo isso caracteriza o horizonte da política fascista. 0 ?mise em scene?, a representação, a teatralização da política, vista como mero espetáculo.

Mais grave é a essência autoritária, intolerante, repressiva, uniformizadora dos movimentos fascistas, que transformam ?pogroms? em festivais. Aí o lúdico, o brincante, a policromia e a metamorfose estão a serviço da discriminação, do preconceito, da criminalização do diferente, e das diferenças. Ser preto, pobre, homossexual, árabe, prostituta ou transformista, é um crime em si mesmo. Representa uma grande ameaça à aquilo que Fromm chama de ?patologia da normalidade?. Ou seja tudo que se afasta do padrão é suspeito de terrorista, inimigo público etc. 0 individuo diciplinarizado pelas tecnologias sociais é o modelo de sociabilidade, nessas sociedades panopticas de nossa época.

O perigo é que o fascismo implica uma base do massa organizada. Massa irracional, essa a nossa, que ?emprenha? pelos olhos e pelos ouvidos, tudo que vê e escuta por meio de uma imprensa golpista, cujo objetivo é capturar consumidores (e eleitores) incautos. Isso, num países de herança escravocrata e hierárquico, que trata com supremo desprezo pobres e miseráveis. Num modelo de sociedade que fez opção por incluir socialmente as pessoas pelo acesso aos bens de consumo duráveis, e não através das políticas públicas. E em que o neopentecostalíssimo ameaça cada vez mais o laicismo do Estado brasileiro.

Em face da crise econômica, da crise de governabilidade, do espetáculo da corrupção política e social e do ?amoralismo? dos meios de comunicação, ?só Jesus salva?.

* Michel Zaidan Filho é professor-titular do centro de Filosofia e Ciências Humanas da da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/o-fascismo-e-fascinante.html

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Bolsonaro, Malafaia e sua turma de fundamentalistas religiosos saudosos da ditadura dizem falar ?em nome de Jesus? contra a esquerda. Por um destes caprichos do destino, o candidato de extrema-direita ainda por cima se chama Jair MESSIAS Bolsonaro. A maior parte das fake news que a campanha do candidato está espalhando ilegalmente nas redes tem como característica usar a fé cristã das pessoas para acusar o adversário Fernando Haddad, do PT, das maiores barbaridades, e assim angariar fotos entre os evangélicos.

Os próprios ataques da extrema-direita a peças de teatro e exposições de arte têm como pano de fundo fazer as pessoas crerem que estas expressões artísticas são ?pecaminosas? à luz da religião que professam. Quer dizer, baseiam a censura em supostas ideias ?cristãs?. Mas este Cristo que tudo proíbe, tudo pune, que só pensa em bens materiais e que vê maldade em tudo não está nos evangelhos. Desafio qualquer um destes fundamentalistas religiosos a me mostrar onde, no Novo Testamento, Jesus ensina a agir como eles agem.

Não existe homofobia no Novo Testamento. Jesus nunca falou nem uma só palavra contra os homossexuais.

Ao contrário dos pastores que apoiam Bolsonaro, todos milionários às custas da fé dos ingênuos, Jesus tinha desprezo pelo dinheiro. ?É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus? (Lucas 18:18-30).

Jesus não só não dava a menor importância aos bens materiais, como expulsou os vendilhões do templo. ?Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio? (João 2:15-16). Esses pretensos líderes religiosos em torno de Bolsonaro seriam todos tratados por ele como vendilhões do templo e expulsos a pontapés das igrejas. Este, aliás, é o único momento dos evangelhos em que Jesus usa violência física.

Dizer que ?as minorias devem se curvar às maiorias?, ser xenófobo, dizer que os pobres são pobres ?porque não se esforçaram? ou falar que ?bandido bom é bandido morto?, como defende o candidato de extrema-direita, tampouco são atitudes cristãs. Jesus Cristo disse com todas as letras para dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, receber bem os estrangeiros e tratar os presos como gente (Mateus 25:31-46). Jesus, ao contrário dos bolsonaristas, era um grande defensor dos direitos humanos.

A mensagem de Jesus não era de punição aos ?pecadores? e sim de compreensão com quem ?pecou?, de estender a mão e erguer os caídos. Os fundamentalistas religiosos bolsonaristas atiram pedras e incitam o povo a atirar pedras. Estariam, portanto, do lado oposto de Jesus na cena contada no episódio da adúltera, que muitos identificam com Maria Madalena. ?Aquele que dentre vós está sem pecado, seja o primeiro que lhe atire uma pedra? (João 7:53 até João 8:1-11). Ao fazer isso, Cristo se impunha contra a lei de Moisés, que condenava o adultério. Ou seja: já naquela época, o Velho Testamento, seguido ao pé da letra por estes ?cristãos? de hoje em dia, era considerado ultrapassado. E Jesus, afinal, era a Boa Nova.

Bolsonaro, Malafaia e companhia, portanto, não seguem os preceitos cristãos. Eles se guiam pelos conceitos do Velho Testamento, onde, além de condenar a homossexualidade, havia coisas como promover sacrifícios de animais, não comer carne de porco e frutos do mar, não fazer tatuagem, proibir sexo antes do casamento, chicotear criminosos, apedrejar pessoas até a morte? Quem segue isso? O que essa gente faz é falar em Jesus, mas utilizam como base o Velho Testamento, que de certa forma Cristo aboliu ao nascer. Malafaia, Bolsonaro, Feliciano et caterva na verdade não são cristãos, porque tecnicamente Jesus Cristo ainda não nasceu para eles. Ainda estão na Velha Bíblia de Jeová, antes do nascimento de Cristo.

A maior evidência disso é que, ao pregarem o ódio ao PT e à esquerda, Bolsonaro e seus fundamentalistas descumprem a principal mensagem de Jesus Cristo, que era de amor ao próximo, já que ele resumiu os Dez Mandamentos de Moisés em apenas dois: ?Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas? (Mateus 22:37-40).

Os verdadeiros cristãos devem abrir os olhos. Também está no Novo Testamento que chegariam falsos Messias falando em nome de Jesus. ?Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! ?Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!? (Mateus 7:15-20)

Para terminar, peço aos bolsonaristas que me respondam com sinceridade: Jesus, que foi chicoteado, apedrejado e por último crucificado, defenderia sob qualquer hipótese a tortura de seres humanos, como faz Bolsonaro? Segundo o papa Francisco, jamais, porque tortura é pecado mortal.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/jesus-de-bolsonaro-nao-existe-nos.html

Povo vê perigo de ditadura - 21Out2018 13:28:00
Editorial do site Vermelho:

Os (as) brasileiros (as) querem a democracia e rejeitam a ditadura. O instituto Datafolha divulgou, nesta sexta-feira (19) o resultado de uma pesquisa em que 50% das pessoas acham que o Brasil vive o risco de uma ditadura ? para 31% existe ?muita chance?, e 19% acham que há ?pouca chance?.

Este resultado é coerente com o de outra pesquisa, divulgada no início deste mês, segundo a qual 69% pensam que a democracia é a melhor forma de governo para o país.

A percepção de perigo, de ditadura à vista, dialoga diretamente com números da pesquisa que apesar de indicarem não se tratar de uma maioria revelam que há uma massa de opinião preocupante. Para 32% a ditadura militar legou mais realizações positivas do que negativas; e 14% entende que é correto torturar para obter informações de presos.

A consciência de que um governo de conteúdo ditatorial poderá se instaurar em nosso país deriva do fato de que, como diz a sabedoria popular, a cauda do diabo é por demais comprida para que fique oculta. Por mais, que, agora, Bolsonaro se apresente como se fora um cordato beato, vai ficando claro para muita gente que seu programa de arrancar do povo o pouco que lhe resta de direitos, só é possível, por meio de governo autoritário.

É viva ainda entre os (as) brasileiros (as) a memória da ditadura militar de 1964, e mais de 51% do povo a desaprova - para eles, o legado deixado por aquele regime discricionário foi mais negativo do que positivo, diz a pesquisa.

O caráter democrático da maioria dos brasileiros se manifesta nas respostas a outras questões que apontam o vigor deste sentimento entre nosso povo.

Por exemplo, 80% são contra toda forma de tortura a prisioneiros; 72% não aceitam a censura a jornais, rádios e TV; 72% não aceitam a proibição de greves; 71% não aceitam que o governo possa fechar o Congresso Nacional; 65% não aceitam a prisão de suspeitos sem autorização da Justiça; 61% são contra a extinção de algum partido político; 52% rejeitam que o governo possa controlar o conteúdo nas redes sociais; 51% rejeitam a intervenção em sindicatos.

Estes resultados indicam a adesão a valores civilizatórios e avançados que há entre a população.

Eles precisam ser confirmados no pleito de 28 de outubro, com a escolha decidida do rumo brasileiro na rota da democracia, e pela derrota da ameaça antidemocrática, fascista, representada pelo candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro - derrotá-lo com a eleição de Fernando Haddad e Manuela d´Ávila para a presidência da República.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/povo-ve-perigo-de-ditadura.html

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

Uma das definições de ?ego? no dicionário Michaelis é a seguinte: Experiência que o indivíduo possui de si mesmo, ou concepção que faz de sua personalidade.

Muitas correntes e mestres espirituais da história da humanidade definiram o ego como o arquétipo da individualização, ou seja, um ente ou energia que permite que nos percebamos como seres individuais, separados dos outros seres e coisas.

O funcionamento do ego gera, contudo, uma espécie de efeito colateral. Para sustentar a concepção que o indivíduo faz da própria personalidade, o ego tem uma extrema dificuldade de admitir estar errado. Isso porque ele busca sempre sustentar a ideia que faz de si mesmo.

Não é por outro motivo que, numa discussão ou debate, é comum que as pessoas tentem defender seus pontos de vistas iniciais até o limite do possível ? às vezes, do impossível. Da mesma forma, é raro alguém ouvir um argumento contrário, refletir sobre ele, perceber que estava errado e, mais raro ainda, admiti-lo.

Nas questões políticas esse aspecto do ego fica mais exacerbado ainda, uma vez que a nossa visão sobre como o mundo é ? e como deveria ser ? é formada desde os primeiros anos de vida, tornando-se profundamente enraizada em nosso ser.

O comportamento de muitos eleitores de Bolsonaro diante de dois importantíssimos acontecimentos recentes do processo eleitoral ? a recusa do candidato a participar de debates e o escândalo das fake news ? são exemplos muito bem acabados desse mecanismo do ego.

Bolsonaro construiu sua imagem sobre o arquétipo do machão. Sua persona é a do ex-capitão linha dura que vai acabar com a bandidagem na base da força. Era de se esperar que sua fuga dos debates manchasse a imagem de destemido construída com tanto esmero.

Não é o que se verifica entre muitos dos seus eleitores. O óbvio medo de debater com Haddad ? Bolsonaro usou várias desculpas diferentes para não comparecer ? não é visto por boa parte do seu eleitorado dessa forma.

A identidade de ?eleitor do Bolsonaro, o destemido?, está de tal forma consolidada que não importa o que aconteça, o ego sempre vai dar um jeito de justificar e manter a imagem ? tanto de Bolsonaro quanto do próprio eleitor ? anteriormente construída.

No caso das fake news pelo Whatsapp, não mais que de repente bolsonaristas passaram a exigir provas documentais e cabais para dar crédito ao escândalo. As pesadas evidências de crime eleitoral não abalaram a convicção de voto de muita gente.

As fartas condenações automáticas de petistas com base em simples manchetes de jornais, muitas vezes noticiando reles delações sem prova alguma, de uma hora para outra deram lugar à exigência de provas materiais.

A lógica inconsciente é evidente: ?Bolsonaro é o candidato anticorrupção e é por isso que eu vou votar nele; logo, qualquer coisa que indique que ele é corrupto deve ser mentira?. O mesmo processo se deu no episódio da Val, a funcionária fantasma de Bolsonaro que não abalou, para muita gente, sua imagem de homem público ilibado.

É claro que todos nós estamos sujeitos a este efeito colateral do ego ? o de buscar manter a sua identidade a qualquer custo, não importando muito os desmentidos que a realidade oferece.

Entretanto, é perceptível que entre bolsonaristas, especialmente os movidos por um ódio descomunal e irracional ao PT, à esquerda, aos gays e a outros grupos minoritários, essa tendência do ego de ser ?cabeça dura? é deveras exacerbada.

Tornar esse comportamento consciente é o primeiro passo para mudá-lo. Façamos todos nós esse exercício.

Mudar de ideia não é necessariamente feio, não. Muitas vezes, é admirável.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/bolsonaristas-e-o-comportamento-do-ego.html

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Em que pese o tempo já passado, o Estadão ainda não conseguiu superar o trauma da derrota sofrida pela aristocracia paulista em 1932.

Dentre toda imprensa conservadora nacional, é difícil encontrar algum outro veículo que consiga concorrer permanentemente com o Estadão em matéria de reacionarismo, racismo e fascismo.

O Estadão é um órgão de propaganda fascista que ainda vive acorrentado aos valores, critérios e visão de mundo do Brasil do século 17.

No editorial de hoje, 19/10, se refere aos petistas como ?tigrada?. Não se encontra sinônimo deste vocábulo nos Dicionários Houaiss e Aurélio da Língua Portuguesa, mas sabe-se que é pejorativamente empregado para se referir a gentalha, gente desprezível, ralé, vagabundagem etc.

No Dicionário Informal da internet, tigrada é definido como sendo o ?termo que a aristocracia escravocrata e racista usava para se referir aos escravos que, dentre os trabalhos humilhantes e insalubres que eram obrigados a fazer, estava o de recolher e despejar dejetos humanos no mar. Algumas vezes os dejetos caíam sobre as costas dos escravos, formando listras em seus corpos e por isso sendo depreciativamente chamados de tigrada?.

Escondendo, de propósito, o fato jornalístico de que foi a Folha de SP, e não o PT que revelou o esquema milionário criminoso de caixa 2 do Bolsonaro com empresários corruptos, o Estadão sugere que o PT armou a denúncia por puro desespero [sic].

Ao Estadão não interessa a Lei, o Estado de Direito, as regras eleitorais, o combate ao crime e, menos ainda, a prática de um verdadeiro e honesto jornalismo.

O Estadão não pode ser considerado um jornal; é uma usina de disseminação de ódio, racismo, preconceitos e violência fascista a serviço do nazi-bolsonarismo.

Os parágrafos iniciais do editorial estão adiante. O lixo completo do pensamento dos donos do jornal pode ser lido aqui:

?Consciente de que será muito difícil reverter a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República, o PT decidiu partir para seu ?plano B?: fazer campanha para deslegitimar a eventual vitória do oponente, qualificando-a como fraudulenta. É uma especialidade lulopetista.

A ofensiva da tigrada está assentada na acusação segundo a qual a candidatura de Bolsonaro está sendo impulsionada nas redes sociais por organizações que atuam no ?subterrâneo da internet?, segundo denúncia feita anteontem na tribuna do Senado pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann?.

[Atualizado às 15:56h de 19/10/2018 para incluir a pertinente sugestão do Valter Pomar, sobre o significado da palavra tigrada do ponto de vista histórico].


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/estadao-e-uma-usina-de-odio-e-racismo.html

Por Fred Melo Paiva, na revista CartaCapital:

Na terça-feira, 16, o internauta que acessou o portal de ?jornalismo? R7 viu-se diante de quatro chamadas a respeito das eleições. ?TSE remove inserção de Haddad com informação falsa sobre Bolsonaro?, coitado, uma vítima das notícias falsas.

?Fila para exames de saúde cresceu 63% na gestão Haddad em São Paulo?, anunciava uma segunda ?reportagem?, comparando períodos de quase pleno emprego a outro de crise severa, em que pelo menos 3 milhões abandonaram os planos privados de saúde.

Ao lado do texto, uma foto do candidato com cara de pateta e um link para os números da pesquisa eleitoral que dão vitória a Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Não bastasse emburacar a saúde, o R7 apontava também para outras cavidades: ?Falta de limpeza nas vias e buracos marcam gestão de Haddad em São Paulo?.

Como o ?jornalismo? imparcial busca equilibrar o espaço dedicado às candidaturas, não poderia faltar a chamada sobre o concorrente: ?Jair Bolsonaro fala em criar 10 milhões de empregos em quatro anos de governo?. Ufa!

O portal R7 faz parte do Grupo Record, de propriedade de Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). No fim do mês passado, questionado por um seguidor no Facebook, Edir Macedo declarou voto em Bolsonaro.

No dia seguinte, culto da Iurd em Brasília mostrou no telão o ?kit gay?, banido pelo TSE, antes tarde do que nunca, como fake news contra Fernando Haddad. Nas quatro últimas eleições para presidente, o bispo da Universal apoiou Lula e Dilma.

O PRB, partido ligado à sua igreja, esteve na base de ambos os governos. Pulou fora para ajudar a operar o golpe de 2016 e comanda hoje o Ministério da Indústria de Michel Temer. ?Edir se vinculou a Lula, do que se arrepende, esperando que ele fosse ferrar a Globo?, diz uma fonte do alto escalão da TV Record. ?Como isso não aconteceu, ele se alinha agora a Bolsonaro com esse mesmo objetivo.?

?Ferrar a Globo? é estratégico para Edir Macedo em ambas as frentes, a igreja e as comunicações. Para a Iurd, significa retirar poder do que ele considera o grande megafone propagador da fé católica no Brasil.

Para o Grupo Record, formado principalmente por TV Record, Record News e R7, seria a chance do pulo do gato ? quebrar a hegemonia que já perdura por quase 50 anos, subvencionada desde sempre pela parte mais polpuda do bolo publicitário do governo federal, o maior anunciante do País (só nos governos Lula e Dilma, 6,2 bilhões de reais foram pagos à Globo por anúncios veiculados em sua rede, contra 2 bilhões para a Record, 1,6 bilhão para o SBT e 1 bilhão para a Band).

?A guerra entre as duas emissoras vai atingir agora um novo patamar, que é o da produção fora do ambiente tradicional da tevê aberta?, diz a fonte ouvida por CartaCapital. Lançado há dois meses, o Play Plus, da Record, concorre com o Globo Play na oferta de serviço de streaming e vídeo sob demanda, ambas nos moldes tecnológicos de uma Netflix, considerada por especialistas como o futuro da televisão. ?A aliança com Bolsonaro pode ser uma forma, num futuro próximo, de torpedear o Globo Play.?

?Continuem fazendo o trabalho sujo de vocês, quem sabe consigam emplacar o Lula em 2018. Vocês vão ficar felizes quando todos estiverem escrevendo para o jornal Granma, aquele jornaleco de Cuba que não serve nem para colocar na privada?, disse Bolsonaro a um repórter da Globo em dezembro do ano passado, sugerindo crer na teoria de hospício segundo a qual a emissora é comunista, assim como o nazismo, a Ku Klux Klan, a revista The Economist, o economista liberal Francis Fukuyama, entre outros menos insuspeitos.

?Vocês têm uma audiência de 40%, mas pegam 80% da propaganda oficial do governo?, chutou o candidato. ?Se eu chegar lá, vou fazer justiça, vão perder metade disso.? Com faturamento na casa dos 15 bilhões de reais em 2017 (o lucro foi de 1,7 bilhão), a Globo é a única emissora de televisão a não depender de tal verba para fechar no azul.

Ainda assim, parece cair-lhe como luva a carapuça costurada por Guilherme Boulos em entrevista a CartaCapital na semana passada: ?Tem muita gente que ajudou a soltar pit bulls, mas já começa a ser mordido na canela?.

Em dado momento da campanha, a Globo deu sinais de abraçar o coiso, com quem esteve reunido um João Roberto Marinho a mostrar-lhe fotos de papai. Quando da pífia cobertura do megaprotesto das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, a emissora esqueceu os helicópteros na garagem.

Em compensação, alçou voo, no mesmo dia, na aeronave que levou o candidato do PSL de São Paulo ao Rio de Janeiro depois de ter alta do Hospital Albert Einstein, onde se recuperou da facada de Adélio.

À noite, no Jornal Nacional, a entrevista exclusiva com o Bozo voador teve mais do que o dobro do espaço dedicado à marcha das mulheres. Sem a merecida cobertura do ?jornalismo?, grassaram as fake news sobre o evento.

A partir dali, o capetão, digo, o capitão dispararia irreversivelmente nas pesquisas de intenção de votos. Tampouco a Globo repercutiu como poderia a capa de Veja (comunista) sobre o imbróglio entre Bolsonaro e sua ex-mulher, ajudando a fazer morrer uma história que contém ameaças de morte e ocultação de patrimônio.

Por outro lado, reviveu com Moro a dobradinha Pelé e Coutinho quando o juiz liberou trechos da delação fajuta de Antonio Palocci, dinamitando Dilma e Lula às portas do primeiro turno.

Dava-se esse auspicioso início de namoro quando o gato subiu no telhado e se atracou repentinamente com o bispo. Ausente no debate promovido pela Globo ? ?de atestado?, dizem as boas línguas ?, deu entrevista exclusiva para a Record no mesmo horário do confronto global.

?A partir daí acendeu a luz amarela?, diz um importante personagem do primeiro time do jornalismo da Globo. Desde então, entre Mervais estranhamente equilibrados brotam madalenas arrependidas, como a versão em retrofit de Míriam Leitão, defensora, agora, de que o PT, nascido e crescido na democracia, não é extremo que se equivalha ao projeto autoritário parido, entre outros, pelo ?jornalismo? da casa.

?Nas redações, os jornalistas estão magoados e apreensivos com a eleição de Bolsonaro. Por lá, mesmo o antipetismo não se traduz em voto para o candidato?, conta o profissional ouvido em sigilo por CartaCapital. ?Se eu fosse assessor do Bolsonaro, diria a ele para buscar alguma composição com a Globo tão logo seja eleito: ?Olha, você vai precisar deles?.?

Em 2017, a Record lucrou ?apenas? pouco mais de 200 milhões de reais. O incremento nos ganhos com a publicidade oficial cairia do céu ? de onde têm origem também, segundo um pesquisador especializado em televisão, ?os 600 milhões de reais que a Iurd injeta mensalmente na emissora através do dízimo da Universal, convertido em compra ?superfaturada? dos horários utilizados por pastores evangélicos durante a madrugada?.

Conforme a fonte, o dinheiro vindo da Iurd tem decrescido nos últimos anos, fruto do desemprego que muitas vezes impede a oferta dos fiéis, candidatos assim a uma vaga no inferno.

Para Edir Macedo, colocar-se contra Fernando Haddad é um prazer pessoal que remete à construção do Templo de Salomão na capital paulista. O prédio, misto de templo religioso, quartel-general dos negócios da Iurd e do Grupo Record, além de residência oficial do bispo, foi interditado pela prefeitura de Haddad.

Sem alvará de construção, cogitou-se a demolição. Na época, Edir Macedo era aliado do PT e seu sobrinho Marcelo Crivella, hoje prefeito do Rio, era ministro da Pesca no governo Dilma. Em exitosa operação de panos quentes, inaugurou-se o templo.

Sem o aval sequer dos bombeiros, mas com a presença de Dilma, Temer, Alckmin e o próprio Haddad. Por outro lado, ?Edir e Bolsonaro comungam de posições morais conservadoras, têm as mesmas ideias sobre homossexualismo, por exemplo?, diz o alto funcionário da Record. ?Além da identificação de ambos com Israel.?

?A Globo sempre tem um gay em suas novelas, sua dramaturgia é bastante liberal em termos de comportamento?, diz o ex-crítico de televisão Ricardo Valladares, um estudioso da tevê e autor da extensa biografia de Silvio Santos a ser lançada em breve pela Companhia das Letras.

?Se Bolsonaro for eleito, a onda moralista pode causar problemas à emissora através de notícias falsas ou campanhas por WhatsApp. Como aconteceu recentemente na estreia do programa Amor & Sexo, quando um boicote fez a audiência desabar.? Se cair a audiência, diz Valladares, o pit bull pode alcançar bem mais do que a canela dos Marinho. Nós nos livraríamos de um para cair no colo do outro. É um triste país.


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/a-guerra-nada-santa-de-edir-macedo.html

Do site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo:

José Trajano, Juca Kfouri, Ivo Herzog, Eduardo Suplicy, Mônica Zarattini, Eugênio Bucci, Maria Inês Nassif, Paulo Zocchi, Igor Fuser, Laura Capriglione, Pedro Pomar, Patrícia Zaidan, Eleonora de Lucena, Alceu Castilho, Miro Borges, Oswaldo Faustino, Rose Nogueira, Cândida Vieira, Tatiana Merlino, Fábio Venturini, Paulo Canabrava, William de Lucca e outros se manifestam pela democracia e pelos direitos na próxima terça-feira (23), às 19h, no Auditório Vladimir Herzog (R. Rego Freitas nº 530 ? Sobreloja ? Vila Buarque). Confirme sua presença no evento e compartilhe o convite nas suas redes sociais.

O ato é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), como expressão pública do manifesto que afirma: ?Os compromissos de nossa entidade com a sua própria história, com os interesses diretos de nossos representados e com as liberdades democráticas nos fazem rejeitar de forma cabal a possibilidade de ascensão do capitão reformado à Presidência da República. No atual momento, vemos a candidatura de Fernando Haddad como forma de defender a democracia no Brasil.? Veja a íntegra da nota.

Durante o ato público também ocorre o lançamento da plataforma Violência Política no Brasil, com mapas reunindo casos de agressão a partir do dia 1º de outubro.

Serviço:

Ato público "Temos lado no 2º turno! Pela democracia e direitos!"
Data: 23 de outubro de 2018 (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Auditório Vladimir Herzog ? Sede do Sindicato dos Jornalistas
Rua Rego Freitas nº 530 ? Sobreloja ? Vila Buarque ? São Paulo ? SP (Metrô República ou Higienópolis-Mackenzie)
Confirme sua presença no evento e compartilhe o convite nas suas redes sociais


Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/10/jornalistas-pela-democracia-e-direitos.html